O Governador  João Doria prorrogou a quarentena em todo o estado de São Paulo até o dia 31 de maio. A medida se deve ao ritmo acelerado de contágio do coronavírus e o aumento crítico no número infectados e de mortes por COVID-19, com risco iminente de colapso no sistema de saúde. O anúncio foi feito em entrevista coletiva, concedida na sexta-feira (8), no Palácio dos Bandeirantes. “Teremos que prorrogar a quarentena. A flexibilização das medidas restritivas, neste momento, prejudicaria não apenas o sistema de saúde, mas também a própria recuperação econômica do estado”, esclareceu Doria.

Com a decisão, permanecem autorizados a funcionar apenas serviços essenciais. As regras para retomada do comércio estão no Plano São Paulo e estão condicionadas a três fatores: redução sustentada de casos de covid-19 durante duas semanas, isolamento social acima de 55% e taxa de ocupação de UTIs em no máximo 60%. Até o momento, a situação é oposta em São Paulo. A adesão ao distanciamento social fechou em 47% nos últimos três dias. A curva de contágio está em ascensão e as UTIs na Região Metropolitana de São Paulo estão com 89% de ocupação.

A decisão do Governo do Estado foi avalizada integralmente pelos especialistas do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo. O grupo é coordenado interinamente pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas – o médico infectologista David Uip, que já teve COVID-19 e conseguiu superar a doença, se afastou novamente da coordenação por recomendação médica.

A última reunião técnica dos 16 integrantes do Centro de Contingência do coronavírus aconteceu na última terça (5). A recomendação ao Governo do Estado pela extensão da quarentena foi unânime. Nos últimos 30 dias, o avanço da doença subiu 3.300% no interior e litoral e 770% na capital. As medidas são semelhantes às adotadas por países como EUA, Alemanha, Áustria e China.

A razão da crise econômica é a pandemia, e não o contrário, defendeu o secretário estadual da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles. “O isolamento social, distanciamento, que estamos chamando de quarentena, ele tem como finalidade é combater o mais eficazmente possível a contaminação e, consequentemente, beneficia a economia”, disse o secretário.

Conselho Municipalista

O Governador ainda anunciou a criação do Conselho Municipalista, que irá pactuar as futuras decisões de flexibilização da quarentena e retomada total da economia em São Paulo. O grupo, que se reunirá semanalamente, será composto pelos 16 prefeitos de cidades sede de regiões administrativas do Estado e pelo Governador João Doria, o Vice-Governador Rodrigo Garcia e os Secretários de Estado José Henrique Germman (Saúde), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Henrique Meirelles (Fazenda e Planejamento).

O presidente do Condesb e prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa será o representante da Baixada Santista no Conselho. “Tive uma reunião muito importante com o Governador e pude reiterar demandas necessárias para região, como a ampliação de leitos em Santos, no Hospital Vitória, e em Praia Grande ” declarou o prefeito, lembrando que reforçou também o pedido de restrição de acesso ao Sistema Anchieta Imigrantes para evitar a vinda de turistas e o consequente avanço do coronavírus, na região, durante a quarentena. “Vou estar aqui lutando e defendendo nossos interesses para que possamos ter medidas protetivas eficientes para a população de toda a região”, concluiu.

Coronavírus – Estado prorroga quarentena até 31 de maio

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