05 de Março de 2010

Cidades da Baixada Santista contribuem para o Programa Praia Acessível

Divulgação


As Prefeituras dos nove municípios que fazem parte da Região Metropolitana da Baixada Santista deverão assinar ainda este mês um Protocolo de Intenções que vai garantir uma maior participação no Programa Praia Acessível, realizado pelo Governo Estadual em parceria com as cidades da Baixada Santista e Sabesp. O objetivo do projeto é garantir aos cadeirantes o acesso ao banho de mar.

Na quarta-feira (3/02) durante reunião realizada na Secretaria de Saneamento e Energia, com a participação de representantes da Sabesp e das prefeituras, o arquiteto Paulo de Moraes da AGEM, Agência Metropolitana da Baixada Santista apresentou diversos estudos para garantir o melhor acesso ás praias da região. Na apresentação, o arquiteto detalhou valores, necessidades e a logística para colocação deste material, já que de acordo com o Ibama, qualquer instalação nas areias é terminantemente proibida.

A Secretária Estadual de Saneamento e Energia Dilma Penna, que participou da reunião ressaltou que o governo está empenhado nesta concretização. “Estamos trabalhando muito para viabilizar o projeto o mais rápido possível”, afirma.

Segundo o assessor especial do governador e diretor executivo da AGEM Edmur Mesquita, o grupo optou por um modelo americano de esteira removível, feita em fibra de poliéster, que será colocada sobre a faixa de areia, em direção ao mar, para o deslocamento de usuários de cadeira de rodas, até o posto receptivo do Programa Praia Acessível. O modelo é similar ao usado em praias dos Estados Unidos, Europa, e desde 2007, no Rio de Janeiro, no projeto de praia acessível realizado pela ONG ADAPTSURF. O valor do metro quadrado do produto importado está em torno de R$ 1.270,00. Cálculos da AGEM mostram que serão necessários cerca de R$ 5 milhões para a aquisição de material para os 75 postos.

O custo das obras físicas para garantir condições mínimas de acessibilidade (rampas, piso tátil, banheiros acessíveis, estacionamento específico para PPD (Portadores de Deficiências Físicas) e posto de salvamento está em torno de R$ 1,6 milhão. A Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência planeja comprar 100 cadeiras anfíbias. Os gastos com as equipes que irão trabalhar nos postos em cada cidade, ainda não foi estipulado, e as responsabilidades serão partilhadas entre cidades e o Estado.

A próxima reunião com os representantes da Agência Metropolitana da Baixada Santista, Governo do Estado e prefeituras será realizada na próxima terça-feira, na sede da AGEM em Santos.

Fonte: Divulgação